Gente é com muita tristeza que posto esta noticia.
Mais uma estrelinha no céu.


Leão Ariel mobilizou milhares de pessoas nas redes sociais.


Foi cremado na tarde de domingo o corpo do leão Ariel, que morreu na última quarta-feira vítima de uma doença degenerativa autoimune, que deixou o felino sem os movimentos das patas. A cerimônia de cremação ocorreu no Pet Memorial, em São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo, e depois as cinzas serão levadas para Maringá, no Paraná, onde moram os donos.
Ariel tinha três anos de idade e começou a apresentar os primeiros sintomas de paralisia em julho do ano passado. A partir daí teve dificuldades para andar e precisou de ajuda de um equipamento para conseguir ficar de pé. De lá para cá, passou por diversas sessões de fisioterapia e acupuntura.
Ariel chegou a ser submetido a um tratamento chamado de plasmaférese, que consiste na retirada de celúlas sanguíneas que causam a degeneração dos movimentos – algo inédito no mundo animal -, mas não houve tempo para que o método surtisse efeito.
Uma verdadeira mobilização foi feita nas redes sociais para arrecadar fundos para ajudar o leão. Depois de noticiada a morte do bicho, a página no Facebook “Ajuda ao Leão Ariel recebeu inúmeras mensagens de apoio aos donos de Ariel.
A repercussão do caso foi tão grande que até a imprensa internacional noticiou a morte do felino. Jornais como os britânicos “The Guardian” e “Daily Mail”, os americanos “Huffington Post”, “Washington Post” e “Miami Herald”, contaram a luta de Ariel para voltar a andar.
Depois da morte, o corpo passou por necrópsia na USP (Universidade de São Paulo).

Cerca de 100 pessoas compareceram ao velório e cerimônia de cremação do corpo do leão Ariel, ontem, em São Bernardo. O animal morreu semana passada, com apenas 3 anos. Ele não resistiu a uma doença degenerativa autoimune e teve uma parada cardiorrespiratória, dia 27.

O clima era de muita emoção. Ary Marcos Borges, 41 anos, e sua mulher Raquel Ferreira Borges, 39, estavam abalados, assim como as três filhas do casal. A família veio de Maringá (PR), onde moram.

O leão estava em São Paulo  havia pouco mais de um mês, na casa da veterinária responsável Lívia Pereira Teixeira, onde foi montado pequeno centro médico para que ele fosse tratado. Nos últimos dias de vida, Ariel passou por um tratamento chamado plasmaférese, que é a filtragem do sangue. "Não foi a terapia que acelerou o enfraquecimento dele. A doença já vinha avançando muito rápido."

Muito emocionada, Livia contou que largou sua casa em São Paulo e passou seis meses em Maringá, na casa dos donos, para cuidar voluntariamente de Ariel. "A primeira vez que vi aqueles olhos cor de mel, soube que só ia sair de perto dele quando ele estivesse bem."

Ariel começou a apresentar sintomas da doença no seu aniversário de 2 anos, quando pulou para pegar uma bexiga e, ao cair, começou a mancar. Desde então, perdeu os movimentos nas patas traseiras. Depois de cirurgia realizada na Capital, ele piorou, perdendo a maioria dos movimentos.

A cerimônia durou cerca de uma hora e foi marcada por uma homenagem com vídeos e fotos com os melhores momentos do leão “em família”.
O corpo do animal foi colocado na sala de cremação em um caixão branco fechado diante dos donos do animal, familiares deles e amigos.
“Tivemos bons momentos com o Ariel. Ele veio para cuidar de nós. Não fomos nós que cuidamos dele. Sabemos agora que ele está bem, o sofrimento já passou, pois seu espírito está em Deus”, afirmou Raquel.
“O Ariel deixou uma grande missão, de chamar a atenção das pessoas para terem mais consciência com a vida, de cuidar os animas. Ele veio para mostrar que o amor quebra todas as barreiras ao mostrar que não existe limites para amar.”
De acordo com a dona do animal, Raquel Borges, as cinzas de Ariel serão guardadas para ficar em exposição no projeto de um zoológico que levará o nome do leão, em Maringá (PR), onde ele nasceu há três anos.
A dona do leão pretende continuar com o movimento criado nas redes sociais para ajudar outros animais que precisam de tratamento intensivo.
“Essa missão do Ariel será estendida a outros animais. O site vai se manter para isso”, anunciou Raquel.
O Instituto e Abrigo de Animais Emanuel, com sede em Maringá (PR), onde o leão nasceu, vai ter o nome mudado para Instituto Ariel.
Raquel Borges disse que continuará em São Paulo acompanhando o tratamento de um filhote de tigre pelos próximos 15 dias. Depois disso, ela anunciou que fará um balanço para divulgar o quanto foi arrecadado na campanha de mobilização dos internautas para ajudar o leão Ariel.