Conheço pessoalmente o trabalho da Dona Cidinha e do Marcelinho. 
Por isso agora vou falar dos dois.
E para deixar bem claro tudo que vou escrever abaixo: 
Eu sou Ledha Mendes, médica veterinária, advogada, protetora de animais.
Como já havia dito anteriormente Victória é minha cadelinha amada, minha grande e maior amiga.





Abrigo da Cidinha Precisa de Socorro URGENTE!

Nesses últimos meses de 2011  o Abrigo da Cidinha,  lar transitório na cidade de Mairiporã onde os animais encontrados nas ruas ficam abrigados até que sejam cuidados e adotados; vem sendo multado, perseguido, desrepeitado, e ameaçado pela prefeitura de Mairiporã; que quer soltar todos os animais do abrigo nas ruas a própria sorte.

A cidade de Mairiporã não possui um centro de zoonose, para atendimento, castração e doação de animais. A prefeitura de Mairiporã é omissa quanto a esse tipo de atividade. Nada faz, e axincalha quem faz o trabalho que deveria ser feito pela própria prefeitura.


A protetora de animais independente, Cidinha, não possui uma ONG e o local do abrigo é alugado, o terreno é inadequado para os 130 animais acolhidos atualmente, principalmente os animais jogados em seu terreno, como se fosse lixo ou se fosse obrigação de Dona Cidinha cuidar deles. Se ela o faz, é movida primeiro por amor, segundo por ser uma pessoa de carater, e profundamente especial, merecedora de nosso respeito e ajuda.

A vigilância sanitária do município já aplicou varias  multas e  avisos de infração à Cidinha.

A Dona Cidinha é sozinha, e tem apenas como renda uma pensão da qual promove o seu proprio sustento e de seus animais.
A Protetora Cidinha, apenas abriga e cuida dos animais que os donos abandonaram nas ruas para serem maltratados. Se alguém deve ser multado, e perseguido, entendo eu, que é quem praticou o crime de maus tratos abandonando, machucando, não socorrendo o animal. Um ser vivo, que tem a mesma origem nossa, ou seja, um ser criado por Deus. 

Quem desrespeita animais, desrespeita a vida, e fatalmente desrespeitará, destruirá também homens, mulheres e crianças.
Mairiporã não busca uma solução para esta situação. Apenas acomoda a "bunda" numa cadeira de couro chique de um gabinete, e inferniza a vida quem faz o serviço que é dele. O Prefeito e seu séquio está alí sentado recebendo muito bem, salário para pago pela cidade, para solucionar a situação. E não ficar roubando dinheiro, de quem não tem, e que presta um serviço que cabe a ele (prefeito) fazer. Mas talvez o prefeito seja uma pessoa que não tenha a capacidade inteletual capaz para trabalhar, organizar, e fazer um CZZ. Ele não é uma pessoa como a Dona Cidinha que sozinha faz tudo o que a corja toda junta não consegue realizar.

Nota ZERO a Prefeitura de Mairiporã. 
Pois isso tudo é lamentavel.
Destine uma área para que dona Cidinha possa se transferir com seus animais, muitos deles jogados lá pelos municipes. Destine o local que deveria ter sido usado para um CZZ, que seria a entidade pública destinada para fazer esse tipo de ação. Mas já que não há, coloque lá Dona Cidinha; para que o bom coração dela, hoje desesperado, o faça.

E mais uma coisa: a proteção animal no Estado de São Paulo é constituida por muitissimos eleitores. Os animais não votam, mas nós protetores votamos. Temos muitos deputados estaduais eleitos pela nós,  da força eleitoral animal. E eu, em nome da Proteção Animal, de cada um de nós, garantimos que, a não ajuda e aporrinhamento à Dona Cidinha, acarretará em uma união politica da proteção para que nenhum representante da atual administração de Mairiporã consiga se eleger para qualquer cargo político de esfera estadual, nem de porteiro de prédio público concursado.




Agora eu vou passar para um caso nota dez

Marcelinho - um exemplo na proteção animal 

Email de KIKI e Cristina


 
Há pessoas que tinham tudo para dar errado e enveredarem por um caminho sem volta, mas que escolheram acreditar em seus valores e em suas missões de vida, dando-nos um exemplo de garra, determinação e compaixão.
A história de vida deste menino de apenas 19 anos, nos ensina que apesar de todos os obstáculos e contratempos, devemos acreditar que cada de um de nós possui uma missão na vida e basta entendê-la, para encontrarmos toda a determinação, fé e força para seguirmos em frente.

Quando conhecemos o Marcelo, desconheciamos a sua história, onde ele morava, e o que ele realizava em sua comunidade, só conhecíamos seu amor incondicional por toda forma de vida animal.


Nos encantamos com esse amor consciente e realista. Só nos demos conta do quanto ele realizava e das dificuldades pelas quais passava, quando fomos até sua casa, se é possível chamá-la assim (fotos anexas).


O Marcelo começou na Proteção Animal com apenas 9 anos de idade, ao invés de brincar com seus amiguinhos, ele já se preocupava com o sofrimento dos animais. Desde 2000 ele batalha castrações para os animais na Favela do Sapo (Jardim Peri – zona Norte de São Paulo), participa de multirões, pedindo ajuda para um ou outro. Hoje, ele só castra animais novos que surgem na favela, pois as castrações estão sob controle, graças aos esforços dele durante os últimos 10 anos, anos em que deixou de lado sua vida, para se dedicar exclusivamente aos animais.
 
Marcelo é conhecido como o “Anjo dos Animais”, faz os primeiros socorros, leva ao veterinário (pedindo favores, muitas vezes implorando por ajuda), vermífuga, distribui a pouca ração que ganha, leva-os para feirinhas de doação, e ainda arruma tempo para recolher os animais descartados dos canis da região (aqueles que não servem mais para procriar) e que seriam abandonados a próprio sorte.

O Marcelo nunca teve uma família estruturada, mais um dos motivos que ele teria para enveredar por um outro caminho. Seu pai sempre foi uma figura ausente em sua vida, com 14 anos, o Marcelo saiu de casa, devido as brigas constantes com sua mãe por causa de seus animais, que na época eram 19. Sem ter para onde ir, ficou vagando pelas ruas, até que conseguiu colocá-los num abrigo provisório, pois jamais pensou em abandoná-los.

Porém, por falta de estrutura no local, a maioria morreu em brigas ou de fome, sendo que os 4 que sobreviveram ele pegou de volta (o Veludo, e a Tittany estão com ele até hoje). Com a ajuda de amigos, comprou seu primeiro barraco de 1,5m x 3,00m, onde dividiu o espaço com seus animais por 2 anos.


Graças à seriedade e honestidade de seu trabalho, o Marcelo sempre teve amigos dispostos a ajudá-lo e assim comprou um novo barraco (foto anexa) de 2,5m x 5,00m onde vive desde 2006, sempre acompanhado pelos seus animais.


Atualmente ele tem 7 cães, 8 gatos, 1 passarinho e 15 hamsters, e ainda, dá lar provisório para mais 7 cães e 8 gatos em média. Ocorre que o seu barraco fica sob o rio e está cedendo, devido a umidade das chuvas constantes que fazem com que o rio transborde.


Muitas vezes o rio subiu devido as chuvas e inundou o seu barraco, causando a perda de seus poucos objetos e a ração que tinha para alimentar seus companheiros. Como ele não estava em casa, em um desses fatais dias, os seus vizinhos conseguiram salvar os animais, abrindo a porta do barraco para que eles pudessem sair.

 
Confesso que chocou-me quando entrei pela primeira vez em uma favela, e fiquei frente a frente com a casa dele. Um barraco feito de madeira sob um rio, que na época das chuvas, transborda e chega a invadir o pequeno espaço que é considerado o lar dele e de seus fiéis companheiros.

Ali, naquele barraco tão pequeno e inseguro, ele se diz feliz, apesar de tantas e tantas dificuldades. Ele diz que consegue comunicar-se com os animais, eu não duvido, pois somente alguém tão altruísta como ele, poderia ser merecedor desse dom. Os animais parecem reconhecê-lo e o seguem sem nada questionar com a certeza que ele é uma luz no meio de tanto abandono e tristeza. Só quem ama e respeita a vida, pode entender, a tristeza do olhar de um animal.

O Marcelo nunca teve as coisas fáceis que muitos jovens possuem e não dão valor, como a reunião da família no Natal, em um aniversário ou simplesmente em um domingo. Sua família são os amigos, que o chamam para participar das festas familiares.

Insistimos para que ele continue seus estudos, porque tem dificuldade para ler e escrever, explicamos que sem estudo ele não poderá alcançar seus objetivos, mas entendemos que as escolas na periferia não estimulam em nada os jovens a estudarem. As aulas no período noturno são em locais perigosos e isso acaba afastando-o da escola.
Já o vi várias e várias vezes, pálido e fraco, quando perguntamos o que ele tem, descobrimos que ele está sem comer. Certa vez, fiz um apelo na internet, quando soube que ele estava com dificuldades para comprar alimento, com a ajuda de muitas pessoas que já conheciam seu trabalho sério e honesto, foram doadas cestas básicas, que ele dividiu com outros moradores que estavam ainda pior que ele. O Marcelo é assim mesmo, sempre divide o pouco que possui.

É impossível conter as lágrimas ao ver a necessidade que ele passa, mas nunca o vi chorar, está sempre sorrindo e de bom humor. Aprendi com ele que a felicidade é um estado de espírito, pois se não fosse, ele jamais poderia sorrir.

Certa vez, ele comentou que gostaria de aprender a tosar animais, mas ele não tinha como pagar por um curso, já que o preço estava muito acima do que poderia pagar. Através de um apelo na internet, conseguimos que uma escola dê-se o curso a ele, gratuitamente.

Ele mostrou-se um excelente tosador e já tem até alguns clientes, mas ainda faltam materiais para que ele possa realizar seu trabalho à domicilio Seu maior sonho é ter uma casa segura, pois com a última chuva, parte de seu barraco desmoronou.

Ele quer no futuro trabalhar com animais, seja possuindo um hotelzinho para cães ou um PetShop com banho e tosa, onde poderia ganhar seu dinheiro e estaria fazendo o que mais gosta, lidar com animais.

Devido ao fato de seu barraco, como os outros, estarem em uma área de risco, a Prefeitura irá desapropriar toda aquela parte da favela. Agora, ele tem prazo para sair de lá, e não tem para onde ir novamente.

A Prefeitura (São Paulo) se comprometeu a pagar R$ 3.500,00 pelo barraco dele, mas o que ele conseguirá comprar por esse valor?

Já conseguimos algumas pessoas que irão contribuir, porém ainda falta mais da metade do valor de uma casinha simples em alvenaria.

Quando perguntamos se ele quer ir para um outro bairro, ou fora daquele lugar, ele responde que não pode sair da favela, seu lugar é ali, ajudando aqueles animais que são abandonados todos os dias, ele só quer uma casa simples, mas segura, onde seus animais possam estar mais livres, tomarem sol e todos dormirem com tranqüilidade nos períodos de chuva.

O que leva um ser humano a lutar tanto por seu ideal, apesar de haver tantos obstáculos a sua frente?

Em sua humildade, ele não gosta que o elogiemos e diz que tudo o que tem e o que consegue fazer é por causa de boas pessoas que o ajudam, mas ele está errado, pois se não houvesse ele, eu jamais teria ido a uma favela e muito menos ter-me envolvido tanto em prol daqueles animais. Ele não sabe usar o português de forma correta, mas pode ter a atenção de qualquer pessoa letrada, quando o assunto é sobre os animais; ele não é veterinário, mas consegue “diagnosticar” uma doença, sem exame algum; não tem curso algum de auxiliar veterinário, mas sabe aplicar injeções e dar medicação de forma profissional; ele não é formado em Direito, mas tem capacidade de lutar de forma determinada naquilo que acredita que seja o correto.

Então, deixamos aqui um apelo cheio de esperança e de bons exemplos. Pedimos ao Universo, que tenha chegado a hora desse “Anjo dos Animais”, conseguir realizar seu maior sonho, ter uma casa segura com quintal para que seus animais tenham espaço e sejam livres mas com segurança, só depende da nossa ajuda.
Muito obrigada".

KIKI e Cristina
 FONTE: INSTITUTO MADA

 

Esse email percorreu toda a proteção, todos conheciamos a história de vida de Marcelinho, e o admiravamos.

Foi feito uma grande corrente de cunho financeiro. E assim foi com ajuda de muitos na grande maioria no anonimato, que a casa de Marcelinho foi comprada; hoje é onde ele e sua família animal vive. E temos muito orgulho da pessoa do Marcelo, e cada um de que de alguma forma ajudou para que ele hoje estivesse em seu lar, com seus animais, em segurança, não se arrependeu do que vez.

Muito pelo contrario, o Marcelinho sempre teve nosso respeito, admiração, e carinho. 

Quem nós dera que o mundo fosse só composto por marcelinhos e cidinhas.

Fotos da casa  de Marcelinho,
onde ele que em vive atualmente.