Quem nunca pensou em ter como o próprio negócio, o negócio dos sonhos. Não ficar preso a uma mesa de escritório, ter contato direto com os clientes e ainda, mais importante, com um investimento baixo ter lucros bem consideráveis?
Pois é, um conceito móvel para o segmento pet, mercado que no Brasil cresceu 10% no último ano. Trata-se do Pet Shop Móvel, serviço que tem como principal público as classes A e B, que não poupam esforços (leia-se dinheiro) para cuidar bem do seu bichinho da forma mais cômoda possível.
No conceito móvel, temos todo tipo negócio itinerante, principalmente os que se utilizam daquelas caixinhas de metal que os navios transportam pra todo canto do mundo. Alguns exemplos que mais me chamaram atenção foram o MuvBox e a Container Concept Store, este último made in Brazil.
Além de criativo, os containers são também uma saída ecológica, visto que a vida útil para transporte de carga é pequena, cerca de 4 anos, após isso são abandonados ou vendidos para ferros-velhos. Desperdício, pois com um pouco de criatividade vejam um exemplo do que pode ser feito:


De olho nos clientes que estão dispostos a gastar com seus bichos de estimação, mas que também querem conveniência e rapidez nos serviços, empresas do setor lançam franquias de pet shop em formatos móveis. São unidades com baixo investimento inicial e custos fixos reduzidos, com aposta na alta lucratividade.
Uma das redes que seguem essa tendência é a Pet Shop Móvel, criada por Roberto Saretta, que trabalha no segmento desde 1998 e, em 2002, desenvolveu uma versão móvel do negócio. O modelo de franquias foi lançado neste ano. Com uma unidade franqueada em funcionamento, a Pet Shop Móvel oferece serviços como banho e tosa, no domicílio do cliente. “O Brasil é o segundo maior mercado de pets do mundo, por isso nossa ideia é levar comodidade e conveniência ao cliente e qualidade para o animal”, observa Saretta.
Para abrir uma unidade, o franqueado investe R$ 49 mil, utilizados para treinamento, taxa de franquia e adaptação do veículo (procedimento que pode durar até 30 dias). A empresa recomenda que a van, com preço médio de R$ 70 mil, seja adquirida via leasing, para ser quitada com o próprio faturamento. Os equipamentos instalados dão autonomia ao carro, que recebe reservatório de água e gerador de energia, para que não seja necessária a utilização de recursos da residência do cliente.
Os baixos custos fixos e operacionais são as principais vantagens que atraem os empreendedores para o negócio, segundo Saretta. Os gastos básicos são com gasolina, um ajudante e um tosador, sem despesas como luz ou aluguel de imóvel. O faturamento de cada unidade é de cerca de R$ 150 mil anuais, com lucro líquido mensal de entre R$ 6 mil e R$ 8 mil.
Os clientes que geralmente contratam os serviços da empresa são das classes A e B, residentes de bairros paulistanos como Morumbi, Jardins e Vila Nova Conceição. São feitos em média 350 atendimentos por mês - o serviço de banho e tosa custa R$ 42. Há também a opção de pacotes mensais para trabalhos semanais. “Isso ajuda a fidelizar nossos clientes”, afirma Saretta. Em condomínios, o pet shop trabalha com agendamento de horários, ou seja, em um único prédio podem ser atendidos até 15 pets no mesmo dia.
Há quatro meses no mercado, a franquia de cuidadores de pets Dog Relax é uma das apostas do grupo Zaiom - especializado em negócios com prestação de serviços sem ponto comercial, realizados na casa do próprio cliente e com baixo investimento para implantação e operação. O modelo de atendimento, explica Marco Imperador, sócio-diretor do grupo, é muito comum em países como Estados Unidos e Canadá, onde as pessoas trabalham longe de casa e, por isso, passam menos tempo com seus bichos de estimação.
A ideia principal do negócio é disponibilizar, além das demandas mais comuns, como banho e tosa, serviços de cuidadores de pets. Diariamente, o profissional alimenta o cachorro, faz a sua higiene e passeia com o bicho, visando suprir a ausência do dono. Os planos mensais ficam entre R$ 300 e R$ 600, com dois banhos semanais e uma hora de cuidados diários de segunda a sexta-feira (aos finais de semana é cobrado um valor extra). A capacidade de atendimento é de entre 3 e 4 clientes por dia. O público-alvo do negócio são famílias que ficam pouco em casa e têm preocupação com o tempo que o animal passa carente de companhia e atenção.
Os primeiros franqueados estão concluindo os treinamentos e, em dezembro, cinco unidades iniciarão as atividades em São Paulo. A previsão de faturamento para cada franquia é de até R$ 18 mil mensais, e a rentabilidade pode chegar a 50% do valor. O grupo Zaiom está há dois anos no mercado, tem 400 unidades de franquias no Brasil, em ramos variados, e fatura R$ 35 milhões por ano.
Para Saretta, uma das maiores vantagens do modelo móvel, em relação ao ponto fixo tradicional, é o investimento mais seguro: caso as atividades não atendam às expectativas ou às necessidades do franqueado, o negócio pode mudar de bairro ou região, sem inconvenientes envolvendo, por exemplo, contrato de imóvel e mudança da empresa. Ele ainda destaca que, ainda que o faturamento seja menor, com a mobilidade, os custos fixos são mais baixos, e o lucro, maior. “Em um pet shop fixo, o faturamento mensal chega a R$ 40 mil, mas, em razão das despesas muito altas, o lucro é menor”, observa Saretta.


Fonte: Revista Pequenas Empresas & Grandes Negócios