Nos EUA, cães são usados para vigiar crianças que sofrem de epilepsia

Animais dormem em quarto de crianças e alertam famílias sobre ataques.
Devido à alta demanda, há falta de animais para tratamento terapêutico.


Alyssa Howes, de 11 anos, abraçada ao cão Flint, que é seu fiel escudeiro e vigilante noturno (Foto: Damian Dovarganes/AP)Alyssa Howes, de 11 anos, abraçada ao cão Flint, que é seu fiel escudeiro e vigilante noturno (Foto: Damian Dovarganes/AP)


Organizações dos Estados Unidos têm doado cães a crianças com epilepsia, autismo e outras incapacidades para que sirvam de guarda dos pequenos e alertem aos familiares quando há ataques. A iniciativa é feita por várias entidades, que tentam evitar que as crianças fiquem reclusas devido aos problemas que sofrem.

Os animais permitem às crianças frequentar parques, escolas e restaurantes, ou seja, a ter uma vida normal. Eles são treinados principalmente para permanecer no quarto delas durante o sono e latir para familiares em caso de distúrbios que precisem ser medicados.

Alyssa Howes tinha quatro anos quando perdeu a vista e começou a ter ataques epiléticos, cerca de 20 por dia. Durante anos, a avó permanecia no quarto da menina à noite para vigiá-la. Mas quando a família recebeu o cão Flint, a vida deles mudou para melhor.

O labrador ajudou Alyssa a ter um cotidiano mais digno na região de Los Angeles. “A vida não deveria ser tão complicada aos cinco anos”, disse o especialista em comportamento animal, Brandon McMillan, porta-voz da organização Magnolia Patas de Compaixão, que promove o encontro de crianças com cães.

“Peguem uma criança com uma incapacidade. Deem um cão a ela. O cachorro abre todo um mundo para esse garoto ou garota. É importante para sua vida”, disse ele.

No entanto, tudo tem seu preço. Uma das organizações, chamada de Quatro Patas, gasta cerca de US$ 22 mil para criar e treinar um cão. Por isso, eles pedem que a família receptora colete cerca de US$ 15 mil para ajudar no serviço. Além disso, as organizações afirmam que não há animais suficientes para atender os pedidos pelo país.

Na imagem, Alyssa aparece com sua avó, Cindy, descendo as escadas de sua casa em Lakewood, na Califórnia. O cão Flint ajuda a criança, que sofre de ataques de epilepsia, a ter uma vida mais normal (Foto: Damian Dovarganes/AP)Na imagem, Alyssa aparece com sua avó, Cindy, descendo as escadas de sua casa em Lakewood, na Califórnia. O cão Flint ajuda a criança, que sofre de ataques de epilepsia, a ter uma vida mais normal (Foto: Damian Dovarganes/AP)